sábado, 16 de fevereiro de 2008

Encontro nacional


PROGRAMAÇÃO PARA O ENCONTRO

Dia 9 de Fevereiro. Estiveram presentes os grupos Jamic de Rio de Vide, Oiã-malhapão e Retaxo - Castelo Branco. Os grupos da Lousã e Chão de Couce tinham manifestado a impossibilidade de estarem presentes.
Esteve também presente pela primeira vez a Elsa Sequeira representante do grupo do Retaxo.

I/ Preparação do encontro nacional.
O tema do encontro é “Com Cristo, rasga horizontes à criatividade”. Queremos que o encontro seja criativo, inovador, atraente e que tenha conteúdos para os jovens. Achamos que a criatividade se integra bem na vida dos jovens e portanto também no movimento. Precisamos de criatividade em tudo: na nossa vida, no nosso testemunho, na fé que vivemos, nas actividades, na Igreja, … Por isso queremos que o encontro seja criativo e exija a participação activa de todos.
Vamos fazer em forma de festival. Vai exigir a acção de todos e por isso cada grupo terá algum trabalho de casa para fazer e apresentar no encontro.
Queremos que seja um encontro alegre, de convívio, conhecimento, partilha e aprofundamento do compromisso cristão e paroquial.

Horário:
9.30 – Chegada, acolhimento
10.30 – Eucaristia festiva
12.30 – Farnel partilhado
14.30 – Festival
16.30 – Conclusão
17.00 – Partida


Eucaristia:
Para a eucaristia cada grupo vai preparar duas coisas:
1. Apresentação criativa do grupo e suas actividades
2. Apresentação do projecto solidário que o grupo tem ou vai ter para esta ano na sua paróquia ou para o mundo inteiro.

Festival:
O festival consiste: Uma espécie de concurso mas sem prémio. Cada grupo tem no máximo de 20 minutos para “mostrar o seu rosto” e cativar os outros. Apela-se à criatividade de maneira a poder cativar outros jovens para o grupo. Então o que fazer? Como fazer? Como fazer? Como viver para que os jovens que nos vêem fiquem atraídos pelo grupo e possam fazer parte dele, ou pelo menos sentirem-se atraídos pela nossa fé, pela nossa maneira de viver?
Pode ser através de teatro, música, dança, mímica, vídeo, … ou até misturarem isso tudo. O que interessa é que seja criativo e cativante.
Claro, é necessário que o tema do encontro esteja subjacente a tudo (mas isso também não é difícil, visto o tema).
Cada grupo votará a representação dos outros grupos com valores de 1 a 5. Não pode votar no seu grupo evidentemente.

Final:
Trata-se de preparar um rito conclusivo: uma oração e um símbolo do encontro para cada participante. Não mais que 20 minutos. O símbolo seria uma vela pequena escrita com a frase tema do encontro. Preparam tudo antes do encontro. Alguns dias antes saberemos quantos jovens participarão e por isso haverá possibilidade de preparar todo o material. Senão, lá também se pode preparar algo (pelo menos os símbolo).

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Frágil

Músicos por Darfur




Escute com calma e

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Jovens activos


Aventura escolar

Veio já pela tardinha. Uma professora de moral e religião, na escola Ferrer Correia, no Senhor da Serra – Semide. Trazia uma carta, e muitas assinaturas.
“Uma aluna minha – começou – ouviu falar do Darfur e entusiasmou-se. Mobilizou a turma, falou com o conselho executivo e fizeram uma campanha na escola junto dos alunos e professores. Percorreram todas as turmas, informando, sensibilizando e apelando a assinar uma carta. O resultado foi esta carta que muitos alunos e professores assinaram. Venho entregar-lha para que tome conhecimento e faça dela o que melhor entender”.

A carta:

À presidência da União Europeia

Ex.mos Senhores,
Somos jovens preocupados com a defesa dos direitos humanos e ficámos sensibilizados com a situação vivida no Darfur.
Como cidadãos de um país que pertence à Organização das Nações Unidas (ONU), cuja missão é assegurar a união dos povos, a manutenção da paz e da justiça mundiais, o cumprimento do estabelecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos, vimos solicitar o envio de Tropas de Manutenção de Paz (Capacetes Azuis) para aquele território, a fim de pôr termo aos conflitos existentes na região e de possibilitar às populações, viverem em paz, com acesso aos recursos que lhes permitam ter uma vida digna.
Na certeza de que darão a maior atenção ao nosso pedido e à causa de Darfur, apresentamos a Vossas Excelências os mais respeitosos cumprimentos.
Subscrevemo-nos com a máxima consideração


Seguem-se 99 assinaturas

PS: Esta carta já não chegou a tempo de ser entregue na residência do nosso Primeiro-ministro, mas merece esta humilde referência e honesto louvor.


O Darfur agradece.

Fonte: Jovens e Missão

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

CD Frágil


Disponível CD por Darfur

Já está disponível o CD duplo "frágil" de Artistas por Darfur. Pode ser uma boa prenda para o Natal. Assim também podemos ajudar quem precisa.
O CD duplo custa 12€.
Contém 29 canções: O tema Frágil, gravado por todos e mais uma de cada artista convidado.
Podereis encontrá-lo nestes dias nas FNACs. Podeis também encomendá-lo a jovemissio@gmail.com Basta mandar um mail com a morada e a quantia desejada.
Serão pagos o custo do CD mais os custos de transporte. Podereis pagar por transferência bancária, vale postal ou cheque (numa nota com os Cds indicaremos a melhor maneira de pagar).
Vamos ajudar o Darfur. Vamos esgotar os CDs.
Lembro que os benefícios da venda serão para enviar para o projecto escolar do P. Feliz, no Darfur.
Mais informações aqui.
Divulgai esta notícia aos vossos familiares e amigos.
Podes ouvir aqui o tema gravado juntos: Frágil

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Rio de Vide



Rio de Vide em Festa

O grupo JAMIC de Rio de Vide vai promover uma festa de S. Martinho. O programa é recheado de diversas actividades. Nós associamo-nos a eles e convidamos quem quiser a passar por lá.
Certamente não faltará também uma "barraca" pelo Darfur. Do grupo recebi o texto que segue:
Como já deve ter visto no nosso
blog, andamos bastante atarefados com a nossa Feira de S. Martinho. Em todo o caso, envio-lhe o cartaz em anexo. Esta feira vai na sua 5ª edição. Começou apenas como ponto de encontro para as crianças, famílias e pessoas de toda a paróquia. E se no início era apenas só um convívio, hoje, dizemos com a maior sinceridade que é a única forma que temos de suportar as despesas da nossa catequese. E de conseguirmos nós gerir as nossas contas. E isto só é possível com a ajuda de todos.
Contudo, e como gostamos de honrar os nossos compromissos, não nos temos, nem por sombras, esquecido do JAMIC. Vamos ter na nossa feira o tal espaço Jamic, vocacionado para o projecto que abraçámos até ao fim do ano, o projecto do Darfur.
Temos já algumas cartas que eu própria deixarei aí em casa ainda esta semana. Esta iniciativa fez sucesso ao ponto, de uma menina da catequese se ter comprometido a levar o projecto “Por amor… Uma Carta” até à escola dela. Espero que dê resultados. Iremos também fazer a
HORA, no dia combinado, mas só iremos “publicitá-la” depois da feira, aqui na paróquia tem de ser uma coisa de cada vez. Não estamos parados, nem mortos, estamos apenas, e como sempre, com imenso trabalho e com pouca ajuda. O tema do JAMIC para Outubro/Novembro, trabalhado pelo grupo da Lousã, já se encontra no blog há algum tempo, e brevemente iremos postar o resto. A iniciativa “Pontes na cidade” foi também transmitida a todo o pessoal, mas com o trabalho que temos tido, não foi possível ir ninguém. Aproveito para reconvidar todos a vir participar na Feira de S. Martinho.
E se alguém quiser vir ajudar, será igualmente bem-vindo.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Tema I: A missão: o que é, a sua origem…

Outubro/Novembro

Apresentação de missão
A missão permite o encontro de pessoas distantes, pois a pessoa do enviado desaparece por detrás daquela que a envia. Rejeitar o enviado é a mesma coisa que rejeitar aquele que o enviou. No Evangelho, é o próprio Jesus quem o afirma: “Quem vos recebe, a mim recebe, e quem me recebe, recebe ao que me enviou”(Mt 10, 41). O enviado é, pois, inseparável daquele que o envia.

Origem da missão
A missão teve sua origem na manhã do domingo de Páscoa, quando Maria Madalena e a outra Maria foram ao túmulo e o encontraram vazio. Logo após o anúncio da ressurreição, vem a missão: “Ide já contar aos discípulos que ele ressurgiu dos mortos, conforme havia dito” (Mt 28, 7). E elas foram apressadas fazer o anúncio aos discípulos que, segundo Marcos, estavam “aflitos e choravam” (Mc 16, 10).Em Pentecostes, iniciou-se a missão a todos os povos da terra. Esta missão continua até aos nossos dias. Mas, apesar de vinte séculos, a missão ainda está no início. O anúncio de Jesus Cristo e de sua Palavra ainda não chegou a todos os povos, a todas as culturas, a todos os espaços sociais.

O que é a missão?
A missão é o caminho da Palavra de pessoa para pessoa, de grupo para grupo, de povo para povo. O portador da Palavra é o missionário. Afirma o livro dos Actos, que regista a primeira história da missão, que a Palavra crescia e se multiplicava (cf. At 12, 24), ou seja, o que crescia e se multiplicava era o número daqueles que ouviam a Palavra e se tornavam missionários. Quem ainda não se tornou missionário, pensa que ouviu a Palavra, mas, na realidade, não a ouviu.O livro dos Actos narra a caminhada da Palavra que sai da Palestina e vai até Roma, levada pelo Apóstolo Paulo. Quando a Palavra chega a Roma, Lucas, de repente, encerra o livro dos Actos. Teologicamente, Lucas deixa o seu livro inacabado para mostrar que a missão não terminou. Precisa ser continuada pela Igreja. A história da missão precisa continuar sendo escrita.Lucas mostra que o caminho da Palavra enfrenta obstáculos: oposição dos chefes religiosos, magia, idolatria, distância geográfica. Mas a Palavra sai sempre vitoriosa.A Igreja, comunidade missionária, não precede ao dom do Espírito. Não existe sem o dom do Espírito. É o Espírito que a move em direcção de todas as línguas, isto é, de todos os povos e culturas. O Espírito é também o primeiro missionário. Aquele que chega antes de todos para preparar o terreno para o anúncio da Palavra. Por isso mesmo, o anúncio da Palavra não é algo acrescentado às culturas. É resposta a uma expectativa, a uma procura.A Palavra que o missionário anuncia não é simplesmente a transmissão de uma mensagem. É, na expressão de Paulo, manifestação do poder de Deus que salva. Não é transmissão mecânica. É transmissão da Palavra encarnada na sua vida, que se tornou parte dele e agora é testemunhada. Por isso, Jesus envia os seus discípulos para dar o Seu testemunho: “Sereis, então, minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria, até os confins da terra” (At 1, 8).

A Igreja, comunidade missionária.
A Igreja é apostólica, ou seja, missionária. É composta por pessoas que se reconhecem como enviadas do Senhor. O Evangelho é-lhe anunciado não para ser guardado, mas para ser transmitido. A Igreja não vive para si. Ela é enviada para transmitir o Evangelho. O envio e a reunião, porém, são dois aspectos da mesma acção: levar a salvação ao seres humanos, reunindo-os na Igreja.Além disso, a Igreja é uma comunidade missionária ainda por outros motivos. Ela nasceu da missão do Filho e do Espírito Santo, enviados pelo Pai ao mundo. Sem este duplo envio, a Igreja não existiria. Ela é fruto da acção evangelizadora de Cristo e dos apóstolos, afirma Paulo VI na Evangelii Nuntiandi. Não é fruto acidental, continua o Papa.A Igreja é uma comunidade missionária, porque a sua configuração histórica e definitiva dá-se em Pentecostes, quando ela se torna movimento missionário. A Igreja não nasceu para depois se tornar católica (universal). Ela já nasce católica porque é missionária. Sem a missão, ela não seria católica.Finalmente, a Igreja é missionária porque é a comunidade dos discípulos de Jesus. E a finalidade do discipulado é a missão.

Jesus, o enviado por excelência.
Jesus é o enviado por excelência. Seu envio é único. É superior a todos os outros enviados. Os profetas foram apenas servos enviados por Deus. Jesus, porém, é o Filho. A Sua relação com o Pai, que o enviou, é uma relação exclusiva. Ele não é apenas o portador da mensagem de Deus. Na sua pessoa, Deus está presente. Ele, em pessoa, é a Palavra viva de Deus. A manifestação plena de sua autoridade e vontade.Jesus, o enviado por excelência, também envia os seus discípulos: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21).Jesus tem discípulos não para servi-lo, mas para prepará-los para a missão. A finalidade do discipulado é a missão. Os quatros Evangelhos concluem sempre com o Ressuscitado enviando os discípulos em missão. A Igreja – comunidade dos discípulos de Jesus – é, pois, a continuadora de sua missão.Jesus coloca como pressuposto da missão o desapego dos bens materiais. Não se trata de um desapego qualquer, mas do desapego que torna livre para a missão. O missionário deve caminhar depressa (E a riqueza pesa!). O missionário deve ser livre para a missão. E o apego à riqueza escraviza. A única riqueza do missionário deve ser Jesus Cristo e seu Evangelho. Foi o que afirmou Pedro ao paralítico colocado à porta do templo: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, anda!” (At 3, 6).Jesus mostra que a missão pode passar por dificuldades quando os enviados esquecem o sentido de sua missão ou quando esquecem que o sucesso da missão não vem deles, mas de Deus.

(pelo grupo Unidos por Ti-Lousã)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

126 anos


É dia de Festa


22 horas do dia 10 de Outubro de 1881. Faz hoje precisamente 126 anos., falecia em Kartum, Sudão, Daniel Comboni. Tinha 50 anos e quase 7 meses. O fundador dos Missionários e missionárias Combonianas, deixava atrás de si uma vida repleta de viagens, encontros, aventuras, mas sobretudo uma vida cheia de doação, solicitude, amor, entrega, obediência,… uma vida cheia de DEUS.

Parabéns a Ele e parabéns à família comboniana.
Para o recordar em toda a sua dignidade, transcrevo aqui uma parte da homilia da eucaristia que celebrou quando ficou responsável do vicariato da Africa central, em Kartum em 1873.

“Estou muito contente de finalmente me encontrar de novo entre vós, depois de tantas vicissitudes penosas e de tantos ansiosos suspiros. O primeiro amor da minha juventude foi para a infeliz Nigrícia e, deixando tudo o que me era mais querido no mundo, vim, faz agora dezasseis anos, a estas terras para oferecer o meu trabalho como alívio para as suas seculares desgraças. Parti para obedecer; porém, entre vós deixei o meu coração e, tendo-me recomposto como Deus quis, os meus pensamentos e os meus actos foram sempre para convosco.
E hoje, finalmente, recupero o meu coração voltando para junto de vós. Sim, eu sou vosso pai e vós meus filhos e como tais pela primeira vez vos abraço e estreito contra o meu coração.

Tende a certeza de que a minha alma vos corresponde com um amor ilimitado para todo o tempo e para todas as pessoas. Eu volto para o meio de vós para nunca mais deixar de ser vosso e totalmente consagrado para sempre ao vosso maior bem.
O dia e a noite, o Sol e a chuva encontrar-me-ão igualmente e sempre disposto a atender as vossas necessidades espirituais; o rico e o pobre, o são e o doente, o jovem e o velho, o patrão e o servo terão sempre igual acesso ao meu coração. O vosso bem será o meu e as vossas penas serão também as minhas. Quero partilhar a vossa sorte e o dia mais feliz da minha existência será aquele em que eu possa dar a vida por vós.
Não ignoro a gravidade do peso que lanço sobre mim, já que, como pastor, mestre e médico das vossas almas, terei de velar por vós, instruir-vos e corrigir-vos; defender os oprimidos sem prejudicar os opressores, reprovar o erro sem censurar o que erra, condenar o escândalo e o pecado sem deixar de ter compaixão pelos pecadores, procurar os transviados sem encorajar o vício: numa palavra, ser ao mesmo tempo pai e juiz. Mas resigno-me a isso, na esperança de que todos vós me ajudareis a levar este peso com júbilo e com alegria em nome de Deus.

E agora é a vós a quem me dirijo, ó piedosa Rainha da Nigrícia, e, aclamando-vos como Mãe amorosa deste vicariato apostólico da África Central entregue aos meus cuidados, atrevo-me a suplicar-vos que nos recebais solenemente sob a Vossa protecção a mim e a todos os meus filhos, para que nos guardeis do mal e nos dirijais para o bem.